Mês: maio 2010

Eu: O Outro

Para tudo!

A guinada como nunca antes.

A vida revira-me.

Sofro?

Não, não sofro.

Gosto?

Hoje tolero, aceito, reflito.

Mas e amanhã?

Amanhã novamente pensarei.

A vida ao avesso mais uma vez.

Então assumo, aceito.

Eu guinara a vida.

Hoje revolto, protesto, persevero.

Mas e amanhã?

Amanhã evitarei pensar demais.

Vou formatar, vou mudar.

Sim, vou mudar.

Formato tudo.

Eu guinara a vida? A vida me guinara?

Não importa.

Amanhã evitarei pensar demais.

Amanhã serei mais Eu, mas um Eu diferente.

Amanhã o Eu serei o Outro, mas o Outro não serei Eu.

O Outro será novo.

Daqui para frente me chame de Outro.

Novo Eu

Daqui para frente Eu sou o Outro

Eu, novo Outro.

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Estou lendo

Psicopatas e agora um caso histórico de assassinato? Estou realmente ficando um pouco preocupado com minhas leituras ultimamente. Brincadeiras a parte vamos ao que realmente interessa.

Admirador confesso do autor Boris Fausto não poderia deixar nunca de ler mais um livro do autor ainda mais quando o mesmo resolve experimentar alterando sua temática habitual de escrita. Pois foi com extrema competência, marca registrada de todas as suas demais publicações, que o autor Boris Fausto lançou-se ao gênero conhecido como micro-história.

Como já era de se esperar o autor chega ao gênero com um lançamento impecável. Iniciada a leitura as páginas de “O Crime do Restaurante Chinês” nos conduz a São Paulo dos anos 30, com descrições primorosas e fotos muito bem selecionadas.

O tema central é o assassinato aparentemente sem motivação justificada e sem suspeitos de um casal de chineses que mantinha na então rua Wenceslau Braz um restaurante de comidas típicas da china. O livro envolvente transportou-me paraa década de trinta quase que instantaneamente  e a trama em torno do assassinato torna a exposição histórica ainda mais atraentes.

Por tudo isso sem medo e mesmo sem ainda ter evoluído substancialmente na leitura do livro, recomendo sem medo de errar. Aos amantes da temática histórica o livro supre lacunas sobre a história de São Paulo, seus emigrantes e seu cotidiano. Já para os amantes da ficção e do bom conto policial cabe um aviso. A história instigante e misteriosa é um prato cheio aos amantes de um caso de investigação com uma vantagem em ser real e ainda de estar permeado por um retrato paulista na década de 1930.

Aos que já leram, estão lendo ou pretendem ler, postem seus comentários ficarei feliz e compartilhar impressões e comentários sobre a obra.

Eu guinando a vida. Ou seria a vida me guinando?

Pronto ou não aqui vou a mais uma jornada. Para aqueles que perceberam a ausência de posts nos últimos dias explico aqui o principal motivo. Não sei o que acontece, mas de tempos em tempos sinto uma vontade incontrolável em dar uma guinada em tudo na minha vida e essa vontade chegou e agora, como nuca antes instalou-se em mim.

Aflito para resolver logo a questão parti para pensar em um monte de projetos que por motivos desconhecidos até a mim, ficaram para segundo, terceiro ou seja lá qual for a escala de prioridade. O primeiro e mais importante dos projetos retirados da geladeira foi de prosseguir os estudos para iniciar o Mestrado. E fui logo decidindo tudo, baixei o edital retirei livros da prateleira e como que nos tempos de faculdade, voltei a estudar regularmente. Por sorte fui ainda tomado por um sentimento saudosista e os estudos relembrando as teorias econômicas aprendidas nos tempos de faculdade entorpeceram-me e surpreendentemente tornaram-se prazerosas as leituras como nunca. Os estudos assim seguem fluindo e pelos planos ainda vão continuar por um tempo nada pequeno, pois o programa de estudo do Mestrado não é nada pequeno.

Outra guinada chegou menos por mim e mais pelos outros, sendo específico, chegou por intermédio de minha noiva. Tenho problemas com algumas áreas de minha vida isso é fato! As vezes sou turrão demais, rígido demais e intolerante. Esse conjunto de características com as quais convivo e sempre alerta luto para que o aflorar delas não seja pleno a ponto de prejudicas as relações minhas com os outros. É certo que nem sempre dou conta de reprimir ou repensar tais comportamentos e acredito até que isso de alguma forma possa ser positivo, mas vem gerando alguns desgastes aos quais não mais estou disposto a vivenciar. Assim passei como que por um passe de mágica a me cobrar a solução desses problemas comportamentais como forma de encarar melhor os relacionamentos ficando sabiamente com o melhor deles: amor, apoio, compreensão….

Ainda tenho algumas outras guinadas que prometo ir postando aqui com mais calma, pois post grande demais é TENSO! Ademais vou ficando por aqui, pois os tópicos de microeconomia não estão nada fáceis de estudar.

Até breve a todos.