Blog Prosa Econômica

Há algum tempo venho acompanhando o desenvolvimento do Blog Prosa Econômica e aproveitarei este espaço para replicar alguns artigos interessantes e muito bem escritos dos já amigos editores do Blog. Aproveitarei alguns ganchos do Prosa Econômica para direcionar alguns artigos meus ou comentários a respeito, nesta fase em que retomo algums artigos direcionados a minha área profissional.

Não paro de escrever também sobre cultura e mesmo de publicar outros escritos de experiências, poemas, contos, etc. Espero que gostem da mistura.

Abaixo primeiro artigo do Blog Prosa Econômica:

Estudo indica que 18,7 milhões de brasileiros vivem na pobreza extrema

Por Jorge Ikawa

Recentemente o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgou estudo sobre os impactos de políticas sociais para a redução da pobreza no Brasil. O documento traça um paralelo entre quatro momentos do país (anos de 1978, 1988, 1998 e 2008) e, com base na análise dos dados referentes a transferências monetárias da previdência e assistência social, conclui que houve um grande avanço nesta área nos últimos 30 anos.

De acordo com a publicação, em 2008, 18,7 milhões de pessoas viviam em situação de pobreza extrema (renda per capita inferior a ¼ do mínimo). Apesar do absurdo deste dado em si (aproximadamente 10% da população, com base na contagem populacional do IBGE de 2007), o número atingiria 40,5 milhões se não fossem contabilizadas as transferências.

O avanço nesta área é constatado quando os números mais recentes são comparados com os de 1978, quando 26,9 milhões de pessoas sobreviviam com menos de ¼ do mínimo (seriam 31,8 milhões sem as transferências) .

Estas informações corroboram um dos dez princípios básicos da economia, expressos por N. Gregory Mankiw em Introdução à Economia, segundo o qual “às vezes os governos podem melhorar os resultados dos mercados”. Neste caso, políticas sociais auxiliam na equidade ou, como costumam dizer alguns, a melhorar a distribuição do bolo econômico.

Além dessa conclusão, outro destaque do estudo fica por conta do levantamento sobre a importância que as transferências assumem para a composição da renda familiar. Para a população brasileira, em média, 19,3% da renda familiar auferida é proveniente de transferências. Lidera a lista neste quesito o estado do Piauí, com 31,2%, seguido por Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro e Ceará, respectivamente.

No entanto, esses dados “escondem”, de certa forma, outra realidade: a forma como os recursos são distribuídos. Nesta divisão, São Paulo lidera as transferências, com 23,5% do montante (embora este valor corresponda a 16,4% da renda familiar do estado). Na sequência aparecem Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Bahia. Chama atenção o fato de 50% do valor destinado a essas políticas ser voltado ao Sudeste.

Referências:

http://www.ibge. gov.br/

http://www.ipea. gov.br/portal/ images/stories/ PDFs/comunicado/ 100722_comunicad oipea59.pdf

Introdução à Economia – Mankiw, N. Gregor

FONTE: Blog Prosa Econômica – Site: http://prosaeconomica.wordpress.com/

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