Profissionais 1.0

Intrigas, fofocas, desabafos, desaforos, amores e ódios. Esses são apenas alguns dos sentimentos que envolvem também as relações profissionais. Por vezes somos colocados em situações e expostos a certos comportamentos e posturas das mais inusitadas possíveis e nem sempre agimos da melhor forma ou ainda na grande maioria das vezes agimos por impulso gerando situações e expondo certos traços de nossa personalidade que acabam por nos prejudicar.

Muitos profissionais nos dias atuais vêm reduzindo seus esforços a situações sem importância estratégica e dedicando grande parte de seu tempo produtivo a informar obviedades ou solicitar ações irrelevantes para o alcance dos objetivos da empresa. Na ânsia de mostrarem-se interessados e criativos acabam por tornarem-se um inconveniente e por vezes mais confundem e criam pontos de tensão, passando de bons profissionais a motivo principal de dores de cabeça de gerentes e diretores.

Constantemente profissionais proativos, seja por falta de orientação ou mesmo por confusão de papel em uma organização, desperdiçam seu tempo e suas energias com assuntos que naturalmente poderiam ser resolvidos imediatamente sem prejuízo algum para o sistema hierárquico das empresas. Pude constatar em muitos casos também a mais completa ausência de entendimento sobre o negócio ou a empresa o que provoca distorções e acaba por prejudicar o estabelecimento das prioridades no dia a dia de trabalho. Essa dificuldade em estabelecer aquilo que é ou não prioritário acaba por prejudicar e muito a imagem do profissional na interação com a equipe e com os demais setores da empresa.

Na medida em que assuntos de prioridade máxima acabam sendo relegados em segundo plano, negligenciando prioridades estratégicas, o colaborador acaba por ser visto e interpretado como uma espécie de alienado que não percebe a importância do momento pelo qual a empresa passa. Tomado pela alienação e vítima de situações em que não consegue agir de maneira prática e efetiva, o colaborador, deixa de agir para sanar assuntos de maior relevância no caminho traçado até o alcance da visão de negócio.

Taxado impiedosamente pelos partícipes da equipe e colocado cada vez mais à margem do processo decisório estratégico, o profissional passa a figurar então como mero executor de tarefas operacionais estando fadado à inercia profissional. Inercia que no longo prazo deixa de ser apenas um estado passando a principal determinante das limitações intelectuais na profissão e na busca por aprendizado.

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