Fazendo análise, desabafando e outras coisas a mais

Não resisto às tentações voltadas para duas áreas: o conhecimento e a tecnologia e por vezes essa minha fraqueza acaba me complicando. Não costumo reviver ou ficar me martirizando por ações, erros ou acertos do passado. Afinal passado é passado e quem mira no passado fica senão medíocre e convencido de si próprio, iludido ou preso ao estereótipo dele mesmo seja bom ou ruim.
Deixando o passado para traz vamos mirar então no futuro. Perdi a conta de quantas vezes parei para conversar com pessoas próximas sobre planos de futuro. Profissionais ou pessoais, sempre dei um jeito de pensar soluções e ações para obter mais do futuro. Pois eis que o futuro vem chegando e de mansinho tomando conta de meus dias e se apoderando de minhas energias, destruindo minhas ideias, levando pessoas queridas e deixando claro que vem ganhando com uma vantagem tremenda a batalha.
Já estou meio cansado eu admito. O tempo passou e muita coisa que planejei e pensei acabou por nem começar. Algumas muitas que iniciei não chegaram a lograr sucesso. Então mais uma vez aqui estou, diante da tela branca de meu editor de texto, sendo consumido por ideias, sendo vencido pelo tempo e engolido pelo futuro, implacável algoz de todos nós. Não penso em desistir da batalha, não imagino fracassar, mas por mais otimista que posso ser ao olhar para futuro ainda sinto certa insegurança.
Não faz muito tempo desde a última vez que fiz apostas ao estilo Mega Sena sonhando com a vida confortável que poderia ter e com todo tipo de realização material que seria possível concretizar. Pois que não sou hipócrita de dizer que todos esses sonhos materialistas são de todo ruins, porém meus anseios e meus embates com o tempo e o futuro não se contentam nem de longe, apenas com esse tipo de caminho a seguir.
De fato, hoje me aflige muito mais a dificuldade que tenho atualmente em dar prosseguimento ao meu desenvolvimento intelectual que qualquer ambição medíocre e material que possa vir a ter. Pode ser que a mudança de prioridade e a redução da importância de bens materiais estejam esmaecendo com a idade ou pode igualmente ser possível que eu esteja enlouquecendo, não sei ao certo.
O volume de informação está ficando cada vez maior. A carga de leitura e estudo necessário para ser um profissional mediano está cada dia mais difícil de ser alcançada. Nem me lembro de quantos livros comprei, livros estes que julgo imprescindíveis a minha formação como profissional ou como ser pensante e que ainda nem pude folhear. Perdi a conta de quantos artigos de jornal, artigos de revistas, textos soltos e todo tipo de fonte de informação possível que guardei e não li.
Venho tentando ser mais seletivo, mas confesso que não tenho tido sucesso nessa empreitada. Por vezes tudo me parece importante e essencial ou ainda relevante. Como selecionar um texto dentre uma centena de outros textos igualmente importantes? Como dar conta de consumir tanta informação e gravá-la na mente?
Se é verdade que usamos menos de um terço de nossa capacidade cerebral, o que falta então para que possamos passar a usar o restante? Será possível que esteja faltando combustível necessário? Se for falta de combustível, acredito que eu esteja funcionando na reserva. Qual seria o combustível então para potencializar o uso cerebral? Interesse? Dedicação? Tempo? Seletividade? Motivação? Não saberia dizer. Digo que venho tentando de tudo e por enquanto não descobri a combinação ideal para tirar os outros dois terços do meu cérebro da inércia.
O placar ainda continua a favor do futuro e do tempo. Não pretendo vencê-los, pois de fato acredito que se passasse por minha cabeça o menor questionamento em que acreditasse ser possível vencer o tempo e consequentemente o futuro, estaria eu quer louco de vez ou já de fato a caminho da eternidade e de planos espirituais. Em um ponto, porém saio na frente e levo muita vantagem nesse embate.
Já sei o resultado da batalha. Pelo menos em curto prazo. O tempo e o futuro ganham sem o menor problema e já me conformei com essa máxima. Minha preocupação é somente reduzir o placar da minha derrota. Perder sim, mas perder de pouco.
Finalizo o post agora, missão cumprida análise feita, mente mais calma, pois afinal pelo menos até amanhã, já estarei um pouco mais conformado e enquanto o amanhã não chega, vou driblando o tempo na tentativa de retardar o futuro para poder pelo menos ler e aprender mais um pouco.

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