Mês: janeiro 2011

The Economist prevê crescimento de gastos com publicidade na web

Pesquisa realizada pela Revista The Economist identifica que gastos com publicidade on line vem crescendo a u ritmo acelerado e estimativas dão conta de que para 2011 o crescimento promete crescer ainda mais, podendo dobrar em comparação com o ano de 2010. Contrariamente ao aquecido mercado de publicidade on line, as mídias impressas promete retrair-se tornando ainda mais complicada a vida de veículos de mídia como revistas e jornais.

Segundo a revista The economist os gastos com publicidade impressa tendem a se retrair algo em torno de 1% em 2011, parece pouco é verdade, mas se contados os dados de anos anteriores certamente a cifra será ainda maior. A pesquisa reforça ainda que os gastos com publicidade televisiva também está apresentando tendência de elevação, sustentados principalmente pelo perfil dos consumidores de países emergentes, onde o veículo ainda é um dos principais meio de penetração de peças publicitárias junto ao mercado consumidor.

Abaixo no gráfico segue a análise da The Economist com a projeção de gastos para 2011, segundo pesquisa realizada e compara aos dados de gastos para o ano de 2007.

O consumidor mais atendo já vem percebendo a mudança de perfil nesses gastos pelo reforço que grandes empresas vem concentrando para alavancar suas vendas em lojas online. Acompanhado pelo crescimento dessa modalidade de compra pela internet o mercado promete uma ano de muitas surpresas onde fusões e aquisições certamente estarão na pauta de grandes grupos varejistas. O ano ainda promete ser um marco ao comércio digital com crescimento proporcionado pelo avanço com que famílias da classe média vem adquirindo produtos tecnológicos e mudando radicalmente seu perfil de consumo, assim como a geração Y que estará em plena idade econômica e produtiva e como todos já sabem estarão ainda mais ávidos por produtos de tecnologia e games.

Enfim vamos aguardar e torcer para que as publicidades online, sejam mais do que um veículo para nos entupir de spans e de produtos que nem de longe refletem nosso perfil e passem a ser o lado ainda mais criativo do mercado publicitário.

Escrevendo e…

Escrever intriga. Sempre que inicio um texto como esse aqui, por exemplo, tento não pensar demais. Esforço-me para que as palavras venham até mim espontaneamente. Dispo-me de preconceitos, censuras ou convicções. Escrever para mim é quase como me transformar, é renunciar a mim mesmo pelo simples prazer de escrever. Escrever para mim é não me importar sobre aquilo que irão falar de meus textos, é não me importar se estou falando a sós ou escrevendo para ninguém.

Quando escrevo, me liberto de mim mesmo, certas vezes me perco, é verdade. Igualmente verdade é que outras tantas vezes me encontro e atrevo-me a dizer que nos últimos dias tenho me encontrado ainda mais. Escrever para mim foi assim. Nunca planejei, nunca nem sequer pensei muito a sério sobre a escrita. A verdade é que eu mesmo ainda não dou o menor crédito àquilo que escrevo. Pareço estranho eu confesso, mas eu mesmo nem gosto de meus textos, não nutro nenhuma ambição com aquilo que escrevo. Simplesmente escrevo.

Escrever para mim a desafiar-me a cada palavra escrita, a cada frase formulada e a cada texto finalizado. E foi assim que teimosamente fui sobrevivendo e escrevendo cada vez mais. Sempre descrente confesso não ter ainda gostado de texto algum que escrevi, mas a verdade é que mesmo não gostando, meus textos agora são parte de mim. Meus textos são mais que um retrato, mais que um vídeo. Os textos que escrevo e que não gosto, na verdade são partes, fragmentos de minha própria alma, neles despida a quem se atrever a ler. Pelos textos que escrevo pude vencer um pouco a timidez, vencer a ausência de técnica, métrica, estilo ou qualquer outro requisito necessário a qualquer outro escritor que não eu. Escrever me faz vencer os demônios de cada dia.

Não vou nutrir nenhum tipo de esperança ou anseio em relação aos escritos meus. Bastem a mim que sejam meus, basta. Não pensei algum dia estar satisfeito com os textos que escrevo, mas me satisfaço em ver que meus escritos dizem muito mais sobre quem sou. Não pensem que estarei eu, a procurar inspirações que não sejam unicamente minhas. Escrever para mim é muito mais que possuir textos ou leitores que os tenham lido. Escrever para mim é cura.

Escrever é me libertar de minha própria loucura. Ao escrever sinto que me mantenho lúcido. Reconheço toda minha insignificância, mas não me cobro, não exijo muito nem me impaciento comigo. Escrever para mim é assim, é por isso, é isso! Escrever é perder-me e me encontrar em mim.

Escrevendo por impulso

Despretensiosamente inicio este post sem saber de onde veio, nem para onde vai. Essa necessidade efusiva de escrever por incontáveis e insaciáveis oportunidades me toma de assalto e então não há mais nada o que fazer senão abrir a página do editor de texto e escrever. As vezes penso que tudo nos afeta, que sofremos para o  mal ou para o bem o impacto de tudo de acontece ao nosso redor e mais ainda de tudo aquilo que buscamos de conhecimento ou informação.

Enquanto perdemos tempo nos informando sobre tudo e sobre todos, deixamos de lado assuntos importantes, relacionamentos e contatos com as pessoas. A internet como já disse em outro artigo aqui mesmo no Blog, deixou de ser, na minha visão, um elemento acentuador de impessoalidade nos relacionamentos e hoje atua como aproximador eficiente de pessoas, e aquilo que considero ainda mais importante: atua como instrumento da mais profunda intimidade entre aqueles que convivem também no ambiente virtual.

Não faz muito tempo fui surpreendido ao ler o Blog de uma amiga de anos. Li e vi coisas sobre sua personalidade que os mais de dez anos de contato não deram conta de saber. E foi maravilhoso debruçar em todo aquele conteúdo, conhecer mais daquele amigo que tanto estimo e prezo. Minha esposa sempre me disse que temos que cultivar as amizades e nos últimos anos tenho tido excelentes colheitas. Resultado do adubo da internet e do clima das redes sociais e blogs, vivo hoje de maneira mais intensa cada amizade que tenho. Na internet ou pessoalmente não importa mais o que importa é ter oportunidade e estar sempre em contato.

É impressionante o momento que a tecnologia está nos propiciando. Perdemos cada dia mais tempo nos informando, lendo sobre tudo e sobre todos. Ao final de uma jornada de poucas horas na internet conhecemos novos amigos, nos surpreendemos com amigos antigos, iniciamos campanhas, levantamos bandeiras em defesa das mais diversas causas sociais, políticas ou econômicas. Enfim, ao fim de algumas poucas horas na internet somos capazes de mudar o mundo.

Glauber Rocha dizia que para fazer cinema bastaria uma câmera na mão e uma ideia na cabeça. Analogamente a internet nos proporciona algo bastante parecido e ao mesmo tempo muito mais abrangente. Quando Glauber Rocha disse a frase acima, ele certamente não pensava apenas em fazer cinema, pensava e mudar o mundo com suas ideias e seus conceitos transmitidos nas telas. Hoje somos como cineastas da realidade, somos como atores que atuam o espetáculo do hoje e semeiam os grãos para os espetáculos do amanhã.

Ao entrar por mais uma vez na internet hoje, me dei conta de que qualquer pessoa, incluvive eu mesmo, pode mudar o mundo. Alguns ao ler esse post esbravejarão que estou ficando louco e que posso ter sido tomado de assalto em minha sanidade ou em minha humildade. Para esses recomendo melhorar seu tempo na internet e aviso que me basta conhecer melhor meus amigos, fazer novas amizades e viajar nesse mundo maravilhoso de informações. Se contudo eu conseguir mudar apenas o meu mundo, campo onde cultivo minhas amizades, meus amores e meus sonhos já estará bom demais.

Sublime

Sempre admirei profissionais de criação de todos os ramos. O processo criativo, imagino, deve ser algo que venha da alma em momentos de pura iluminação. É verdade que nem todos os profissionais de criação produzem anúncios que comovem ou que nos balança de verdade, mas como toda regra, há sempre exceções.

Dentre os poucos exemplo que minha ínfima experiência e conhecimento sobre o assunto me permitem citar, uma esta semana me tocou de maneira muito especial. Para aqueles que me conhecem um pouquinho é fácil demais perceber minha relação de amor aos livros e o exemplo, como não poderia deixar de ser é de uma empresa ligada intimamente ao mercado editorial e de livros.

Como se não bastasse o exemplo vem ainda de uma empresa que está, a meu ver, dentre um grupo muito seleto que de tempos em tempos chega ao mercado com uma ideia tão original que nos paralisa diante da mesma. Estou falando da empresa Estante Virtual. Hospedada na web no site:  www.estantevirtual.com.br a empresa mudou a forma de nos relacionarmos com o enorme e valioso mundo dos livros armazenados em coleções espalhadas pelos sebos brasileiros. O site hoje consta com uma infinidade de títulos que chega a espantar. São títulos novos, raros, com edições esgotadas, ou seja todo tipo de livros que seduzem até aqueles pouco apegados à leitura.

Enfim tudo no Estante Virtual parece perfeito e realmente até onde me relacionei com a empresa, seja no cadastro, na busca de informações ou na compra de livros, foi tudo perfeito sem o menor retoque. Como nada nesse mundo é por acaso, vemos abaixo mais um reflexo da atuação do Estante Virtual, um anúncio primoroso como a própria empresa, a ideia e claro todo o resto. Parabéns ao Estante Virtual, é inspirador ver exemplos como estes. Abaixo o anúncio, aproveitem: