Clássicas relações

Muitas são as sensações que não consigo explicar, mas ao pensar sobre muitas delas, nenhuma me intriga tanto como àquela que sinto ao escutar música clássica. Fui seduzido pelas melodias eruditas desde muito novo e até certo ponto sem nenhum fator muito claro que pudesse explicar minha preferência pelo gênero. Claro que não penso ser nada complicado nem muito nobre gostar de música clássica, dada a pureza e beleza da qual as melodias são feitas.

Pensando em música como um universo poderia facilmente comparar as composições clássicas aos anjos ou santidades das mais altas escalas que ocupariam senão o posto mais alto na hierarquia do universo musical, algo de muito perto à perfeição. Certamente compositores ligados ás composições clássicas foram muito abençoados e me arrisco a dizer que sinto como se eles tivessem tocados por Deus no momento exato da concepção de suas obras musicais.

Não pensem que sou daqueles radicais que escutam apenas um tipo específico de música ou gênero musical. Aqueles que me conhecem sabem muito bem que transito nos mais variados estilos e intérpretes.

Nos últimos dois anos tive a felicidade de poder assistir a dois espetáculos da OSESP (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo), oportunidade que agradeço com frequência. Assistir a um espetáculo de música clássica é estar mais próximo de Deus, é sentir, mesmo que por um curto espaço de tempo, a presença de algo superior a nós mortais.

Hoje ao assistir a um filme no cinema me surpreendi ao escutar bem no fundo de uma cena sem importância para a trama, a música Nessun Dorma. De imediato me desligara do filme, não via, não ouvia as falas dos atores e nem muito menos lia as legendas. Eu havia sido hipnotizado pela música que por um instante de tempo, que não saberia quantificar, me levara para fora das paredes do cinema e para fora de mim.

Tal como alguém que assiste a um filme com drama muito intenso me vi emocionado. Lágrimas corriam em meu rosto. Sentia um aperto no coração muito forte, cenas vinham a minha cabeça, via pessoas queridas, todas muito felizes. Sentia uma sensação extraordinária, algo que certamente não é explicável pelos conhecimentos e teorias deste mundo.

Se é verdade que a música possui efeitos sobre nós, meros mortais, não duvido que a música erudita e clássica nos remetem algo mais que simplesmente ao ato de escutar boa música. Arrisco-me a dizer que a música clássica nos torna mais próximos a Deus e nos rotula não apenas como meros e simples corpos físicos.

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2 comentários

    1. Olá Luiz Henrique,

      Obrigado pelo comentário, que bom que gostou do post. Estou também preparando um post sobre músicas instrumentais principalmente sobre alguns compositores e arranjos feitos para filmes. Em breve publicarei aqui, espero que continue a ser leitor do Blog.

      Anderson Mattozinhos

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