Vida de Mercado

Manhã de sábado, março de mais um ano que vem atravessando o tempo com uma velocidade espantosa. O peso dos anos recai sobre os ombros que apesar de não se sentirem cansados refletem senão amadurecimento, uma espécie de letargia diante de certos acontecimentos, costumes e até mesmo rituais sociais.

Acredito que esteja atravessando uma fase de intolerância com certas bobagens que são incessantemente produzidas e forçosamente impostas pela sociedade, pela família, amigos e tantas outras vertentes sociais.

Não possuo mais aquela esquizofrenia presente quando estamos em busca de reconhecimento ou ainda quando precisamos nos mostrar à sociedade relatando nossos progressos, nossas conquistas ou qualquer outro feito que tenhamos realizado. Venho considerando isso tudo nada mais do que um grande monte de bobagens, valorizadas apenas para pessoas que mesmo tendo conquistado algo de notória relevância não se satisfazem.

Essa escravidão da exposição e do marketing pessoal vem pensando mais a cada ano.

Entendo e reconheço a necessidade de muitos em mostrarem e serem reconhecidos publicamente, mas definitivamente esse não é o meu caso. Outro dia um amigo me perguntara sobre o motivo pelo qual eu vinha alimentando o blog, sendo que não fazia nenhum esforço para divulgar o site, nem mesmo entre os amigos. Perplexo e já apresentando semblante certamente nada amistoso à pergunta do amigo disse a ele sem reservas: “Escrevo atualmente porque gosto, não acredito que escreva tão bem a ponto de poder divulgar e não gosto de ter compromissos para escrever. Escrevo quando dá vontade e acredito ser essa a grande vantagem em não possuir divulgação e muitas visitas no blog.”

É evidente que mesmo assim possua alguns leitores frequentes no blog, mas estes, devidamente avisados, compreendem meu jeito e estão dispostos a aceitar os textos da forma como o são e mais importante que isso, não cobram nenhuma regularidade em minhas publicações.

As vezes rendo-me a certas situações sei que são necessárias e que socialmente são importantes, mas nem de longe sinto mais o prazer de antes, não sei se são os anos ou se eu mesmo que na verdade nunca gostara desse estilo de vida de mercado. A verdade é que hoje mudei a forma de ver e pensar muitas coisas. A verdade é que hoje espero reconhecimento menos por aquilo que fiz e mais por aquilo que sou.

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1 comentário

  1. Opa!!!
    Será que tem alguém tenso por ai? rsrsrs brincadeira…
    Mandou bem no texto…
    “O reconhecimento envelhece depressa.” – Aristóteles

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