Caminhada

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O tempo castiga-me.

Preciso escrever,
Tenho pressa.
Tenho pressa em me libertar.
Pressa de mudar,
Pressa!

O tempo castiga-me.

A rotina está a matar-me.
Envenenado sigo a estrada turva das escolhas que fiz.
Sinto algo errado em mim,
As reações começaram.
Tenho pressa.

Preciso escrever.
Impossível livrar-me das consequências.
Olhos alheios atentos a mim,
Conhecem-me.
Olhos alheios,
Não sabem do nada.

O papel castiga-me.

O veneno avança.
O tempo cobra o preço.
Não morrerei do veneno,
Nem terei minha vingança.
Tenho pressa.

O papel castiga-me.

Não há como salvar-me.
Culpado,
Intoxiquei-me.
O veneno não mata,
Castiga-me.
Tenho pressa!

Preciso escrever,
Tenho pressa.
Presa de chegar,
Lugar distante.
Pressa!

Só posso andar,
De que me vale apenas caminhar?
Correr não posso!
Já disse, ora!
Só andar.
Tenho pressa.

Como chegar?
Lugar distante.
O caminho,
Atroz.
A Estrada,
Turva.
Suportarei?

Tenho pressa e só.

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