Postando de Ubá – MG

Mestres da Música: Heitor Villa Lobos 125 anos

A correria tensa do dia a dia não permitiu que publicasse post sobre o compositor erudito Heitor Villa Lobos que nessa semana (dia 05/03/2012) completaria 125 anos, na exata data de seu aniversário, que fora comemorado ontem.

Porém, a importância de Villa Lobos para a música brasileira, inquestionável e inestimável não poderia ficar de fora do blog, ainda mais nesse mês de março movimentado com tanto a comemorar no campo das músicas eruditas. Já citamos em post anterior sobre o aniversário do grande Rossini e hoje vamos ao Mestre Villa lobos.

Não poderia iniciar o post sobre Villa lobos sem falar da Semana de arte Moderna de 1922. Villa lobos participou da Semana de Arte Moderna de 1922 com três diferentes espetáculos apresentando-se durante três dias.

Tenho post específico sobre Semana de Arte Moderna que pode ser visto aqui.

Em seu vasto repertório Villa Lobos tornou-se conhecido principalmente por sua obra Bachianas Brasileiras (1930-1945), onde já se destacava por suas combinações inovadoras e também pela ousadia. Foi nessa época que o compositor já inovara com adoção de seu estilo próprio, espécie de neobarroco onde introduziu sem reservas, instrumentos musicais tipicamente brasileiros. A inovação e a constante inquietude de suas composições, onde fazia combinações pouco convencionais e uso de temas e folclores tipicamente brasileiros fez com que o compositor não fosse enquadrado nem defendesse nenhum movimento em especial.

Filho de um funcionário da Biblioteca Nacional e músico amador, Villa Lobos conquistou sem dúvidas lugar entre os grandes compositores eruditos de todos os tempos e claro aqui no Tenso terá sempre o palco aberto e grande número de composições na play list.

Deixo abaixo alguns vídeos para que todos possam desfrutar de toda plástica em torno desse Mestre da Música Brasileira!

Não poderia deixar de referenciar aos mais entusiastas da música erudita que Villa Lobos foi também tema de filme brasileiro filmado em 1997 pelo diretor Zélito Viana, tendo o ator Antônio Fagundes como Villa Lobos. Interessados por mais informações sobre o filme podem encontrar no site: http://www.mapafilmes.com.br/villa/index.htm . Por fim deixo abaixo o trailer do filme que desde já recomendo! Até a próxima!

Opa, quase me esqueci que o Google também prestou sua homenagem ao Mestre Villa Lobos colocando em sua página inicial um Doodle que reproduzo abaixo. É isso!

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Leitura: paixão, diversão, vício e salvação

Pequenas coisas feitas com cuidado, carinho e competência movem o mundo, nos tiram da inercia de nossas vidas e invariavelmente são responsáveis por demonstrações genuínas daquilo que realmente somos e acreditamos.

Hoje uma iniciativa simples, (não faço aqui menção depreciativa, muito pelo contrário) transformou o dia fazendo ressurgir em mim um sentimento ingênuo, que há tempos não experimentava. Fez voltar aos tempos de menino, fez lembrar do tempo quando tudo o que importava era gostar de fazer algo.

Fazia de graça, nem elogio cobrava, muito menos esperava mais do que o simples prazer em fazer. E pela vida as vezes esquecemos como é bom fazer algo apenas por gostar de fazer. Fazer sem esperar recompensa, fazer por amor, fazer por festa, doar-se. E mesmo quando doamos acabamos por receber em troca o cansaço como pagamento, mas não aquele cansaço que esgota, mas sim aquele cansaço de conquista, vitória, prazer.

Após muito navegar pelas redes sociais foi então que encontrei uma espécie de portal. Entrei e fui levado a um manifesto muito peculiar. Nada de documentos burocráticos, nem petições online ou abaixo assinados, nada disso! Fui levado a um manifesto pela cultura, pelo prazer de ler, pela leitura, pelos livros, enfim um manifesto como há muito não encontrava na internet.

A favor da leitura publico esse post. A favor da leitura vou divulgar o vídeo abaixo e peço aos poucos que passam por aqui que façam o mesmo. Vamos transformar o mundo em um lugar melhor, vamos divulgar nossos livros favoritos, vamos incentivar a leitura! Boa leitura!

Os créditos pelo vídeo são de Marcos Felipe.

 

Desabafo!

Tenho tanto para ler e estudar que em alguns momentos entro em pânico! Não costumo me alarmar com facilidade, mas ultimamente tenho sido levado por um verdadeiro tsunami que chega e arrasta tudo que vê pela frente. Se por um lado o imprevisível e falta de rotina sempre me motivaram, por outro tenho sentido os revezes de conviver diariamente com uma sobrecarga do imprevisível, do inusitado e do inesperado.

As ações externas que fogem ao nosso controle crescem num verdadeiro assalto àquilo que racionalmente um indivíduo esclarecido, racionalmente e emocionalmente equilibrado pode suportar. Por mais preparo psicológico que eu possa ter, sempre sinto como vítima desses acontecimentos e por vezes me sinto conduzido por caminhos desconhecidos. É nesse momento que por um instante necessito desligar, reiniciar o sistema na tentativa de me situar novamente no mundo, às novas exigências e cobranças sociais, às novas tecnologias, novas formas de fazer as mesmas coisas de sempre, novos comportamentos das pessoas próximas, enfim, tudo novo mudando o tempo todo,  a toda hora, minuto e segundo.

Hoje vejo que os momentos a só estão cada vez mais raros, estou sempre conectado a alguma coisa ou pessoa, sofro sempre intervenções de tudo e de todos e às vezes por um descuido nem me reconheço direito. Passo por mim mesmo e não me vejo, olho no espelho e não me reconheço com facilidade. Percebo traços e jeitos meus, mas que não remetem ao que eu sempre pensei ser ou ao que fui no passado, mesmo que o passado seja algo a apenas um segundo atrás.

Sinto-me casado disso tudo, anseio pelo simples, pelo trivial, anseio por mais de mim  mesmo, mas não do sou agora! Anseio pelo aquilo que fui, simples Eu e simples o mundo meu, sem as conexões e interatividade, sem precisar atuar, apenas sendo Eu mesmo. Com defeitos com qualidades coisas boas ou ruins, não importa! Importa para mim apenas que seja simples, que seja Eu!

Enlouquecendo

Em alguns momentos da vida é difícil saber dar prioridade a certos assuntos, leituras, tarefas, amores e etc… Não canso de reclamar do quão tenso vem sendo os dias, das noites mal dormidas das tarefas e responsabilidades sempre inversamente proporcionais à quantidade de trabalho e esta sem dúvida encontra-se situada muito acima de nossa condição física e mental medida pelo simples indicador de tempo produtivo.

Venho sofrendo há algum tempo as imposições do designo imposto pelo tempo à minha vida. Como ser melhor, mais eficaz, mais culto, mais sábio? Como ler mais, aprender mais, pesquisar mais ou experimentar mais? Como?

O tempo nos consome menos pelo aquilo que desejamos e  mais por aquilo que nos é imposto a fazer. Vivemos a era da imposição. Quem por algum dia ou um segundo sequer pensar que é livre, antes de sair por ai arrotando sua condição de independência e liberdade, faça uma pequena reflexão em sim mesmo. Pense seriamente e sem reservas ou manipulações irreais. Veja então senão há nenhum horário a respeitar ou cumprir, se não possui nenhum protocolo, tarefa ou seja lá o que for que obedeça ou tenha restrição de horários para sua execução? Então quando realmente sentir que não tem nenhuma regra, convenção, compromisso ou dívida, não se deixe tomar pela euforia. Continue refletindo se não possui preconceito, nenhuma convenção, regra, lei ou etiqueta a obedecer, nenhuma ordem a seguir ou ainda nenhum exemplo a ter como referência. Após este simples exame, obtenha suas respostas guarde-as e então declare-se livre, mas somente se puder!

Muitos dirão que liberdade não tem nada a ver com essa montanha de restrições e imposições e etc. E até concordo em termos. Porém dizer-se livre nos dias de hoje parece-me nada mais que um exercício de fantasia, de fuga para uma realidade que não pertence mais aos seres humanos.

Por mais utópico que possa ser, desejar a liberdade plena passa pelo contraditório exercício de renegar a realidade em que vivemos. Como renegar a realidade e nos declararmos livres de toda convenção e do designo do tempo sem nos tornarmos loucos? Como continuar a viver sem liberdade sem enlouquecer? Haverá saída para a loucura? Os dias passam e na falta de uma alternativa, vou enlouquecendo a minha maneira, renegando algumas convenções, aceitando outras, tentando enganar o tempo e sendo enganado por ele.

Viver é enlouquecer. Enlouqueço conscientemente na esperança de que o disfarce seja convincente. Enlouqueço conscientemente e me misturo aos loucos tidos como normais e assim vão passando os dias e as noites, passa o tempo e sinto-me então cada vez ainda mais cansado disso tudo. Viver é enlouquecer e eu certamente já estou louco até demais.

The Economist prevê crescimento de gastos com publicidade na web

Pesquisa realizada pela Revista The Economist identifica que gastos com publicidade on line vem crescendo a u ritmo acelerado e estimativas dão conta de que para 2011 o crescimento promete crescer ainda mais, podendo dobrar em comparação com o ano de 2010. Contrariamente ao aquecido mercado de publicidade on line, as mídias impressas promete retrair-se tornando ainda mais complicada a vida de veículos de mídia como revistas e jornais.

Segundo a revista The economist os gastos com publicidade impressa tendem a se retrair algo em torno de 1% em 2011, parece pouco é verdade, mas se contados os dados de anos anteriores certamente a cifra será ainda maior. A pesquisa reforça ainda que os gastos com publicidade televisiva também está apresentando tendência de elevação, sustentados principalmente pelo perfil dos consumidores de países emergentes, onde o veículo ainda é um dos principais meio de penetração de peças publicitárias junto ao mercado consumidor.

Abaixo no gráfico segue a análise da The Economist com a projeção de gastos para 2011, segundo pesquisa realizada e compara aos dados de gastos para o ano de 2007.

O consumidor mais atendo já vem percebendo a mudança de perfil nesses gastos pelo reforço que grandes empresas vem concentrando para alavancar suas vendas em lojas online. Acompanhado pelo crescimento dessa modalidade de compra pela internet o mercado promete uma ano de muitas surpresas onde fusões e aquisições certamente estarão na pauta de grandes grupos varejistas. O ano ainda promete ser um marco ao comércio digital com crescimento proporcionado pelo avanço com que famílias da classe média vem adquirindo produtos tecnológicos e mudando radicalmente seu perfil de consumo, assim como a geração Y que estará em plena idade econômica e produtiva e como todos já sabem estarão ainda mais ávidos por produtos de tecnologia e games.

Enfim vamos aguardar e torcer para que as publicidades online, sejam mais do que um veículo para nos entupir de spans e de produtos que nem de longe refletem nosso perfil e passem a ser o lado ainda mais criativo do mercado publicitário.

Escrevendo e…

Escrever intriga. Sempre que inicio um texto como esse aqui, por exemplo, tento não pensar demais. Esforço-me para que as palavras venham até mim espontaneamente. Dispo-me de preconceitos, censuras ou convicções. Escrever para mim é quase como me transformar, é renunciar a mim mesmo pelo simples prazer de escrever. Escrever para mim é não me importar sobre aquilo que irão falar de meus textos, é não me importar se estou falando a sós ou escrevendo para ninguém.

Quando escrevo, me liberto de mim mesmo, certas vezes me perco, é verdade. Igualmente verdade é que outras tantas vezes me encontro e atrevo-me a dizer que nos últimos dias tenho me encontrado ainda mais. Escrever para mim foi assim. Nunca planejei, nunca nem sequer pensei muito a sério sobre a escrita. A verdade é que eu mesmo ainda não dou o menor crédito àquilo que escrevo. Pareço estranho eu confesso, mas eu mesmo nem gosto de meus textos, não nutro nenhuma ambição com aquilo que escrevo. Simplesmente escrevo.

Escrever para mim a desafiar-me a cada palavra escrita, a cada frase formulada e a cada texto finalizado. E foi assim que teimosamente fui sobrevivendo e escrevendo cada vez mais. Sempre descrente confesso não ter ainda gostado de texto algum que escrevi, mas a verdade é que mesmo não gostando, meus textos agora são parte de mim. Meus textos são mais que um retrato, mais que um vídeo. Os textos que escrevo e que não gosto, na verdade são partes, fragmentos de minha própria alma, neles despida a quem se atrever a ler. Pelos textos que escrevo pude vencer um pouco a timidez, vencer a ausência de técnica, métrica, estilo ou qualquer outro requisito necessário a qualquer outro escritor que não eu. Escrever me faz vencer os demônios de cada dia.

Não vou nutrir nenhum tipo de esperança ou anseio em relação aos escritos meus. Bastem a mim que sejam meus, basta. Não pensei algum dia estar satisfeito com os textos que escrevo, mas me satisfaço em ver que meus escritos dizem muito mais sobre quem sou. Não pensem que estarei eu, a procurar inspirações que não sejam unicamente minhas. Escrever para mim é muito mais que possuir textos ou leitores que os tenham lido. Escrever para mim é cura.

Escrever é me libertar de minha própria loucura. Ao escrever sinto que me mantenho lúcido. Reconheço toda minha insignificância, mas não me cobro, não exijo muito nem me impaciento comigo. Escrever para mim é assim, é por isso, é isso! Escrever é perder-me e me encontrar em mim.

Escrevendo por impulso

Despretensiosamente inicio este post sem saber de onde veio, nem para onde vai. Essa necessidade efusiva de escrever por incontáveis e insaciáveis oportunidades me toma de assalto e então não há mais nada o que fazer senão abrir a página do editor de texto e escrever. As vezes penso que tudo nos afeta, que sofremos para o  mal ou para o bem o impacto de tudo de acontece ao nosso redor e mais ainda de tudo aquilo que buscamos de conhecimento ou informação.

Enquanto perdemos tempo nos informando sobre tudo e sobre todos, deixamos de lado assuntos importantes, relacionamentos e contatos com as pessoas. A internet como já disse em outro artigo aqui mesmo no Blog, deixou de ser, na minha visão, um elemento acentuador de impessoalidade nos relacionamentos e hoje atua como aproximador eficiente de pessoas, e aquilo que considero ainda mais importante: atua como instrumento da mais profunda intimidade entre aqueles que convivem também no ambiente virtual.

Não faz muito tempo fui surpreendido ao ler o Blog de uma amiga de anos. Li e vi coisas sobre sua personalidade que os mais de dez anos de contato não deram conta de saber. E foi maravilhoso debruçar em todo aquele conteúdo, conhecer mais daquele amigo que tanto estimo e prezo. Minha esposa sempre me disse que temos que cultivar as amizades e nos últimos anos tenho tido excelentes colheitas. Resultado do adubo da internet e do clima das redes sociais e blogs, vivo hoje de maneira mais intensa cada amizade que tenho. Na internet ou pessoalmente não importa mais o que importa é ter oportunidade e estar sempre em contato.

É impressionante o momento que a tecnologia está nos propiciando. Perdemos cada dia mais tempo nos informando, lendo sobre tudo e sobre todos. Ao final de uma jornada de poucas horas na internet conhecemos novos amigos, nos surpreendemos com amigos antigos, iniciamos campanhas, levantamos bandeiras em defesa das mais diversas causas sociais, políticas ou econômicas. Enfim, ao fim de algumas poucas horas na internet somos capazes de mudar o mundo.

Glauber Rocha dizia que para fazer cinema bastaria uma câmera na mão e uma ideia na cabeça. Analogamente a internet nos proporciona algo bastante parecido e ao mesmo tempo muito mais abrangente. Quando Glauber Rocha disse a frase acima, ele certamente não pensava apenas em fazer cinema, pensava e mudar o mundo com suas ideias e seus conceitos transmitidos nas telas. Hoje somos como cineastas da realidade, somos como atores que atuam o espetáculo do hoje e semeiam os grãos para os espetáculos do amanhã.

Ao entrar por mais uma vez na internet hoje, me dei conta de que qualquer pessoa, incluvive eu mesmo, pode mudar o mundo. Alguns ao ler esse post esbravejarão que estou ficando louco e que posso ter sido tomado de assalto em minha sanidade ou em minha humildade. Para esses recomendo melhorar seu tempo na internet e aviso que me basta conhecer melhor meus amigos, fazer novas amizades e viajar nesse mundo maravilhoso de informações. Se contudo eu conseguir mudar apenas o meu mundo, campo onde cultivo minhas amizades, meus amores e meus sonhos já estará bom demais.